domingo, 4 de março de 2007

Dança licenciosa e indecente

Lundu em Tóquio

Um lundu sufi ou vice-versa

A Lua de Tabriz

Com a maré da manhã surgiu no céu uma lua.
De lá desceu e fitou-me.

Como o falcão que arrebata o pássaro,
essa lua agarrou-me e cruzou o céu.
Quando olhei para mim, já não me vi:
naquela lua meu corpo se tornara,
por graça, sutil como a alma.

Viajei então em estado de alma
e nada mais vi senão a lua,
até que o segredo do saber divino
me foi por inteiro revelado:
as nove esferas celestes fundiram-se na lua
e o vaso do meu ser dissolveu-se inteiro no mar.

Quando o mar quebrou-se em ondas,
a sabedoria divina lançou sua voz ao longe.
Assim tudo ocorreu, assim tudo foi feito.

Logo o mar inundou-se de espumas,
e cada gota de espuma
tomou forma e corpo.

Ao receber o chamado do mar,
cada corpo de espuma se desfez
e tornou-se espírito no oceano.

Sem a majestade de Shams de Tabriz
não se poderia contemplar a lua
nem tornar-se mar.

Menina com lundu


"Lembranças de pássaro
plenas, plumagens
de uma súbita canção"

Dança de par solto



Encontro solar da meia-noite